Grupos de Pesquisa - Informações

Os grupos de pesquisa da área de Ciências do Mar foram pela primeira vez inventariados no contexto da Oficina de Trabalho realizada pelo PPG-Mar em Florianópolis/SC, entre 23 e 27 de outubro de 2007 (Chaves & Lessa, 2007), através do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq. Na ocasião foram utilizadas 14 palavras chave, a saber: mar; marinha; marinho; marítima; marítimo; oceano; costa; litoral; pesca; oceanografia; recursos pesqueiros; engenharia de pesca; ciências do mar; e ciências marinhas. O método, no entanto, apresentava limitações, uma vez que poderia subestimar (na hipótese de o grupo, embora atuando em Ciências do Mar, não fazer menção às palavras chave no seu nome, no nome das linhas de pesquisa desenvolvidas ou nas palavras chave das linhas de pesquisa) ou superestimar (na hipótese de o grupo possuir duas ou mais palavras chave no seu nome, nas linhas de pesquisa desenvolvidas ou nas palavras chave das linhas de pesquisa ou ainda porque nem todos os grupos que citam as palavras chave se dedicam efetivamente às Ciências do Mar) a quantidade de grupos de pesquisa.

No segundo semestre de 2011, um novo levantamento foi efetuado, neste caso considerando 16 palavras chave (além das anteriores incluiu as palavras costeiro e costeira), que revelou a existência de 955 grupos de pesquisa que tinham pelo menos uma delas no seu nome, no nome das linhas de pesquisa desenvolvidas ou nas palavras chave das linhas de pesquisa. Eliminados os casos de dupla contagem e os que não atuam na área (fatores de superestimação), foram efetivamente contabilizados 389 grupos de pesquisa com atuação em Ciências do Mar.

O resultado deste novo levantamento foi apresentado aos participantes do 4° Encontro de Coordenadores de Cursos de Ciências do Mar - 4° EnCoGrad-Mar, que foi realizado em Rio Grande/RS, entre 22 e 25 de novembro de 2011. Os debates, que tiveram lugar no âmbito do evento, concluíram pela necessidade de ampliação da quantidade de palavras a serem adotadas em um levantamento mais detalhado. O novo estudo, recentemente concluído, adotou 40 palavras chave. Além das já utilizadas anteriormente, foram ainda consideradas as seguintes: aquicultura; aquacultura; piscicultura; maricultura; carcinocultura; malacocultura; mares; marinhas; marinhos; marítimas; marítimos; oceanos; costeiros; costeiras; restinga; restingas; mangue; mangues; estuário; estuários; estuarino; estuarinos; manguezal; e manguezais.

O objetivo era ter um diagnóstico mais apurado e identificar qual a quantidade de grupos que efetivamente atuam em Ciências do Mar no Brasil. Cabe destacar que o censo de 2010, última informação disponível na súmula estatística do Diretório do CNPq, mostra que naquele ano existiam 27.523 grupos de pesquisa no Brasil, 23,1% dos quais sediados no estado de São Paulo. Transcorrido mais de um ano da realização do último censo, é muito provável que o número de grupos de pesquisa seja bem maior do que o então existente, inclusive daqueles dedicados a temas relacionados com as Ciências do Mar, dado o crescente interesse da indústria de petróleo e gás pelo desenvolvimento científico e tecnológico neste domínio do conhecimento, com reflexos evidentes no meio acadêmico. Hoje é difícil encontrar uma instituição que atue em Ciências do Mar que não mantenha parceria com a Petrobras para o desenvolvimento de atividades científicas de interesse da indústria do petróleo e gás, o que por certo tem estimulado a criação de novos grupos de pesquisa.

 

 

O levantamento realizado no início de 2012 (entre janeiro e março) mostrou que 2.114 grupos de pesquisa tinham uma ou mais das 40 palavras chave previamente definidas no seu nome, nas linhas de pesquisa desenvolvidas ou nas palavras chave das linhas de pesquisa. A este total foram acrescidos outros 15 grupos com atuação na área, que foram identificados nos dados originais do CNPq por outros meios que não o uso de palavras chave (IOM), perfazendo ao final do levantamento um total de 2.129 potencialmente pertencentes à área de Ciências do Mar.


 

Figura: Número de grupos de pesquisa identificados por palavras chave (n = 2.129); número de grupos de pesquisa identificados por palavras chave excluídas as duplas contagens (n = 935); e número de grupos de pesquisa identificados por palavras chave com atuação em Ciências do Mar (n = 587).

 

A análise das linhas de pesquisa mostrou ainda que há um interesse diferenciado pelas Ciências do Mar por parte dos 587 grupos que se dedicam ao tema. Enquanto uma parte destes grupos tem suas linhas de pesquisa majoritáriamente relacionadas com as Ciências do Mar, a outra dedica-se parcialmente ao tema, predominando entre suas linhas de pesquisa aspectos que não se enquadram na definição adotada no âmbito do PPG-Mar (área do saber que se dedica à produção e disseminação de conhecimentos sobre os componentes, processos e recursos do ambiente marinho e zonas de transição). Assim, os grupos de pesquisa foram classificados como de Ciências do Mar (predomínio de linhas de pesquisa que se enquadram na definição adotada), categoria em que engloba 322 dos 587 identificados, e Correlatos (predomínio de linhas de pesquisa que não se enquadram na definição acima), onde se inserem os demais 265 casos.

O acesso no Diretório do CNPq aos dados dos grupos de pesquisa identificados como pertencentes as Ciências do Mar ou Correlatos a este domínio foram agrupados por região geográfica em ítens específicos neste Portal (ver menú do Portal). Para facilitar a visualização, as informações relativas a localização geográfica, instituição de origem, área de pesquisa, nome do líder, situação (ativo ou inativo), data da última atualização e palavra chave que permitiu a identificação dos grupos de pesquisa em Ciências do Mar e Correlatos foram reunidas  em arquivos específicos.

A distribuição geográfica mostra que a maior quantidade de grupos de pesquisa dedicada às Ciências do Mar está localizada em São Paulo (60) e Rio de Janeiro (54). Todos os 17 estados costeiros têm grupos de pesquisa dedicados majoritariamente à área, não havendo nenhum grupo com estas características em estados não costeiros. Cabe destacar, no entanto, que nem todos os grupos identificados estavam certificados (ativos) pelas respectivas instituições no momento da consulta à base de dados do CNPq, conforme destacado. Entretanto, como esta é uma condição que pode sofrer alteração a qualquer momento, todos os grupos de pesquisa identificados como pertencentes às Ciências do Mar, independente da sua condição de ativo ou inativo, foram considerados neste levantamento.

  

 

Figura: Distribuição geográfica dos grupos em que predominam linhas de pesquisa relacionadas às Ciências do Mar (Grupos de Pesquisa em Ciências do Mar) (n = 322) e dos grupos em que as linhas de pesquisa relacionadas ao tema são minoritárias frente às demais (Grupos de Pesquisa Correlatos às Ciências do Mar) (n = 265). Nos dois casos a barra escura representa os grupos ativos e a barra clara os grupos inativos ) (Ano base: 2012) (Fonte: CNPq).                   

 

Já a maior quantidade de grupos de pesquisa classificados como Correlatos estão localizados no Rio de Janeiro (55) e em São Paulo (49). Da mesma forma, todos os estados costeiros têm grupos de pesquisa dedicados parcialmente à área, além de Minas gerais (4), Amazonas (1) e o Distrito Federal (1). Cabe destacar, também, que nem todos os grupos identificados nesta categoria estavam certificados (ativos) pelas respectivas instituições no momento da consulta à base de dados do CNPq, conforme destacado. Entretanto, como esta é uma condição que pode sofrer alteração a qualquer momento, todos os grupos de pesquisa identificados como de atuação correlata às Ciências do Mar, independente da sua condição de ativo ou inativo, foram considerados neste levantamento.

Um total de 98 instituições de ensino e (ou) pesquisa abrigam grupos de pesquisa que se dedicam em maior ou menor grau às Ciências do Mar. A Universidade de São Paulo - USP (28) e a Universidade Federal do Rio Grande - FURG (21) abrigam as maiores quantidades de grupos de pesquisa dedicados majoritariamente às Ciências do Mar. A Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, além daqueles dedicados majoritariamente ao tema (17), abriga também a maior quantidade de grupos (24) com atuação correlata às Ciências do Mar.